ou palavra sem contexto
Mostrar mensagens com a etiqueta análise sintática. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta análise sintática. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Período Composto por Subordinação

Caros alunos, se vocês já souberem fazer análise sintática e, portanto, identificar um sujeito, um verbo e seus complementos além dos adjuntos, analisar o período composto será muito fácil analisar períodos compostos.
Percebam que os nomes dados às orações subordinadas substantivas indicam a função sintática exercida pela oração. Assim, se a oração principal tiver um sujeito e um verbo, provavelmente a oração subordinada será objetiva e assim por diante.

A uma oração principal podem relacionar-se sintaticamente três tipos de orações subordinadas:
- substantivas
- adjetivas
- adverbiais.


I. Orações Subordinadas Substantivas:

Para reconhecer as orações substantivas, há um truqe que pode ajudar.

Podemos trocar a oração substantiva por pronomes demonstrativos: isso, disso, esse, desse, essa, dessa. Por quê? Ora, trata-se de uma oração substantiva, não? Portanto, pode ser substiuída por um pronome. Aliás, qual é mesmo a função do pronome?
São seis as orações subordinadas substantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, se):

a) Subjetiva: funciona como sujeito da oração principal.
Existem três estruturas de oração principal que se usam com subordinada substantiva subjetiva:

verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex. É necessário que façamos nossos deveres.

verbo impessoal + oração subordinada substantiva subjetiva.
Verbo impessoal só é usado na 3ª pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer, importar, interessar, suceder, acontecer.
Ex. Convém que façamos nossos deveres.

verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.
Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.

B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal.

(sujeito) + VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta.
Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.

C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal.

(sujeito) + VTI + prep. + oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Ex. Lembro-me de que tu me amavas.

D) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da oração principal.

(sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada substantiva completiva nominal.
Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.

E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração subordinada substantiva apositiva vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vírgulas.

oração principal + : + oração subordinada substantiva apositiva.
Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.

F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da oração principal.

(sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.
Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.

Nota: Embora as subordinadas substantivas sejam geralmente introduzidas pelas conjunções integrantes “que” e “se”, elas podem vir introduzidas por outras palavras:
Pronomes interrogativos (quem, que, qual...)
Advérbios interrogativos (onde, como, quando...)
Perguntou-se quando ele chegaria.
Não sei onde coloquei minha carteira.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Adjunto adnominal

Artigos, adjetivos e pronomes, na análise sintática
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação


Em sintaxe, os artigos, pronomes e adjetivos que modificam um substantivo são chamados de adjuntos adnominais. Entenda para que eles servem e como funcionam.

Observe a primeira estrofre do
Hino Nacional:



A letra fica tão interessante porque muitos substantivos vêm cercados por adjetivos. Vamos observar alguns:
as margens
plácidas
Podemos verificar que os substantivos margens, povo, brado, sol e raios aparecem especificados por adjetivos de grande impacto: plácidas, heróico, retumbante, fúlgidos, o que confere um tom grandioso e brilhante ao texto. Os substantivos também são especificados por artigos, como as, um e o. Podemos observar também o uso de uma locução adjetiva: da Liberdade.

Todos esses termos são chamados de adjuntos adnominais. São palavras que acompanham o núcleo do
sujeito ou do predicativo do sujeito dando-lhes características, delimitando-os. São termos acessórios da oração, do ponto de vista da análise sintática

Um substantivo pode vir acompanhado de vários adjuntos adnominais. Vamos ver mais um exemplo. Observe o verso seguinte.

Se em teu formoso céu, risonho e límpido

Nesse caso, o substantivo céu vem acompanhado do pronome teu e dos adjetivos formoso, risonho e límpido. Todos esses termos têm a função de adjunto adnominal.
Retirado do site UOL

Complemento Nominal

Complemento nominal
São como objetos dos "não verbos"
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Alguns nomes (substantivos e adjetivos) se comportam de maneira similar aos verbos transitivos. Não entendeu? Pois bem, você vai ver que esse conceito de análise sintática não é tão difícil. Veja essas três orações:

A comunidade aguarda a construção da estrada.
O fechamento da fábrica causou grandes transtornos.
O avião fez uma mudança de rota.

O que essas expressões têm em comum? A resposta é: o fato de trazerem um nome ligado a um complemento, que chamamos de complemento nominal. Veja o esquema:

Há certas palavras (substantivos, adjetivos e advérbios) que apresentam alguma transitividade, isto é, seu sentido fica incompleto sem um complemento. É o mesmo raciocínio dos verbos: "quem constrói, constrói algo"; "se há construção, há construção de algo". O complemento dessas palavras é o complemento nominal.

Outro esqueminha ajudará a entender:

Basta pensar um pouco e você vai verificar que o mesmo ocorre nos outros dois exemplos dados.
Os verbos acima são transitivos diretos e pedem como complemento um objeto direto. Quando comparamos esses verbos com os substantivos, percebemos que os substantivos também pedem um complemento. O nome que se dá a essa função gramatical é complemento nominal. Podemos perceber assim que o complemento integra o sentido do substantivo.

Mas nem sempre os nomes que pedem complemento nominal estão ligados a um verbo. Há casos em que um substantivo abstrato demanda um complemento.

Veja os exemplos abaixo:



Há também advérbios acompanhados de complemento nominal, como neste exemplo:



Na lista abaixo, apresentamos vários exemplos de palavras acompanhadas de complemento nominal. Observe como a estrutura gramatical dessas expressões é bem parecida. Só para lembrar: o complemento nominal sempre é precedido de uma preposição (como a, de, com, em, por e outras).

Nome e Complemento nominal
sede de viver
ávido pelo dinheiro
alheio aos estudos
prejudicado pelos irmãos
sorte no amor
atração pelo desconhecido
estada em Machu Pichu
merecedor do Prêmio Nobel
confiança na medicina
contrário à pena de morte
atenção ao cliente
necessidade de dormir
farto de ouvir bobeiras
invenção do avião
acima da lei
capaz de voar
Retirado do site UOL

domingo, 19 de outubro de 2008

1ª Lista de exercícios - Sintaxe

Queriam exercícios... Aí vai então a primeira bateria. Mas, por gentileza, façam o favor de ler os textos que foram publicados nesse blog. Eu não perco meu tempo publicando-os apenas por diversão nem para deixar esse bloguezinho mais galante. Garanto que eles são muito mais importantes para a formação de vocês do que 20 ou quarenta exercícios de gramática, certo?

1. Nos períodos abaixo:

a) identifique e classifique o sujeito;
b) identifique e classifique o verbo;
c) verifique a ocorrência do predicativo e dos complementos verbais;
d) identifique e classifique o predicado.

1. A cidade se enfeitou para receber o ilustre filho.
2. A classe elegeu José deputado.
3. A inflação persiste ameaçadora.
4. A menina é estudiosa.
5. A pequena garota sorria.
6. A todos recomendamos precaução e paciência.
7. A vida são tristezas e alegrias.
8. Alguém bateu à porta.
9. Alguém bateu a porta.
10. Alguns alunos andam preocupados.
11. Amanheceu radiante o dia de hoje.
12. As meninas mesmas armarão a tenda.
13. As pessoas pareciam preocupadas.
14. As provas serão corrigidas pela banca examinadora.
15. Chamaram-no de covarde.
16. Cheira a churrasco aqui.
17. Chove no vale.
18. Cobiça e conflitos fazem parte do nosso cotidiano.
19. Com o convite, fez-se importante.
20. Contemple com atenção as obras de arte.

Faça com atenção a análise de todos os períodos acima. Compare uns aos outros e quebre a cabeça. Dúvidas serão resolvidas em sala de aula. Quem quiser gabarito, deixe um comentário e eu enviarei.

Bons estudos, queridíssimos!!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Complemento Nominal vs. Adjunto Adnominal

Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal
Há nomes que, por não terem sentido completo, exigem um termo para completá-los. Esse termo é chamado Complemento Nominal e inicia-se sempre por preposição.

Exemplos:



  • Impedimos a derrubada da mata.
    DERRUBADA: nome incompleto (substantivo)
    DA MATA: complemento nominal

    Você é igual a ele.
    IGUAL: nome incompleto (adjetivo)
    A ELE: complemento nominal

    Todos tiveram medo do ladrão.
    MEDO: nome incompleto (substantivo)
    DO LADRÃO: complemento nominal .

OBSERVAÇÃO:


O adjunto adnominal pode, às vezes, ser iniciado por preposição.
Exemplo: A casa de madeira caiu.
O complemento nominal sempre é iniciado por preposição. Isso pode gerar, em certas frases, sérias dúvidas quanto à função do termo em estudo.
Assim, quando um termo estiver se referindo a um nome e estiver iniciado por preposição, ele será ou adjunto adnominal ou complemento nominal. Para distinguir um do outro, é conveniente usar, como critério auxiliar da análise, as orientações seguintes:

Principais diferenças entre o complemento nominal e o adjunto adnominal.



  • 1.ª diferença:
    O adjunto adnominal só se refere a substantivos (tanto concretos como abstratos).
    O complemento nominal refere-se a substantivos (só abstratos), a adjetivos e a advérbios.

    2.ª diferença:
    O adjunto adnominal pratica a ação expressa pelo nome a que se refere.
    O complemento nominal recebe a ação expressa pelo nome a que se refere.

    3.ª diferença:
    O adjunto adnominal pode indicar posse.
    O complemento nominal nunca indica posse.

Exemplos de aplicação dos critérios acima:

As ruas de terra serão asfaltadas.
RUAS: nome (substantivo)
DE TERRA é adjunto adnominal ou complemento nominal?

Note que DE TERRA refere-se ao nome RUAS, que é um substantivo concreto (considerando a classe gramatical). Pelo 1.º critério, podemos concluir que DE TERRA só pode ser adjunto adnominal, pois o complemento nominal não se refere a substantivo concreto. Então, DE TERRA: adjunto adnominal.

A rua é paralela ao rio.

PARALELA: nome (adjetivo)
AO RIO: complemento nominal ou adjunto adnominal?

O termo AO RIO está se referindo a PARALELA, que é um adjetivo (considerando a classe gramatical). Usando o 1.º critério, podemos concjuir eu ao rio só pode ser complemento nominal, já que o adjunto adnominal nunca se refere a adjetivo.

As críticas ao diretor eram infundadas.
CRÍTICAS: nome (substantivo)
AO DIRETOR: complemento nominal ou adjunto adnominal?


Observe que CRÍTICAS expressa uma ação (ação de criticar). O termo AO DIRETOR é que recebe as críticas (o diretor é criticado). Usando o segundo critério, podemos concluir que AO DIRETOR é um complemento nominal.

As críticas do diretor eram infundadas.
CRÍTICAS: nome (substantivo)
Agora, o termo DO DIRETOR é adjunto adnominal, pois ele pratica a ação expressa pelo nome CRÍTICAS.

Do livro Novo Manual Nova Cultural – Redação, Gramática e Literatura. Professores: Emília Amaral, Severino Antônio e Mauro Ferreira do Patrocínio.

Retirado do site Por_Trás_das_Letras